METALLICA – HARDWIRED…TO SELF DESTRUCT

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Carlos Metalbrain Bessa

“We’re so fucked, shit outta luck….”

 

Regras para fazer uma resenha objetiva:

– Ouvir o álbum várias vezes…….check!!

– Caderno de anotações…..check!!

– Taça de vinho….check!!

– Por o coração de lado….NOT CHECK!!!

 

Sim!! Adivinharam…Adoro o Metallica por aquilo que é e por aquilo que representam.

O Metallica e o Iron Maiden, por tudo aquilo que atingiram, são, quer se goste ou não, embaixadores do Heavy Metal em geral. Para muita e muita gente, o único contato que, alguma vez, tiveram com o som mais pesado, foi através destas duas bandas.

Até ao Master of Puppets, é relativamente consensual que todos os álbuns são obras-primas. O Black Album já divide as opiniões, daí para a frente então….Nem se fala!!!

Não vou aqui fazer de advogado de defesa do Metallica, mas…..Mais respeito, sim??? Ahahahahahah

Há 8 anos, o Metallica lançou o Death Magnetic, que passou debaixo do radar de muita gente: muito Thrash para os fãs do Load e do Reload, muito melódico para os fans do Kill ‘em All….

E agora, passados estes ano todos, temos o Hardwired…to Self Destruct.

Para começar,  houve uma inovação do Metallica, mesmo que de forma sutil, no modo como o álbum foi sendo apresentado na campanha de marketing. O tema de abertura, Hardwired, foi apresentado quase do nada e, logo depois, com um videoclipe.

Em seguida, mais duas faixas, Moth Into Flame e Atlas, Rise….e para finalizar….o bolo todo!! Todos, todos os 12 temas do álbum com um videoclipe a acompanhar o ritmo… De um por dia!!

Quanto ao álbum em si….é um álbum de Thrash? Não!! É um álbum de melodias acessíveis e rádio friendly? Não!! É o álbum que tu querias??Provavelmente…Não!!!

Todas as facetas da carreira do Metallica estão aqui representadas, desde o Thrash do inicio de carreira, às melodias da fase Load e uma boa dose de NWOBHM, que eles, como banda, sempre assumiram como grande influência e, inclusive, como gosto pessoal.

É talvez esta variedade o ponto forte deste álbum e, paradoxalmente, o seu maior erro!! Ouvir este álbum é quase uma viagem à longa história do Metallica. O que é no mínimo interessante, mas….Perde sem dúvida em intensidade e, principalmente, em identidade, sendo o álbum um pouco desconexo e sem uma linha condutora.

12 temas…77:29  minutos….Assim, não é realmente fácil fazer um álbum compacto e linear!!

Hardwired, Moth Into Flame e, principalmente, Spit Out The Bone a representar com orgulho a fase Thrash da banda e talvez, os melhores temas que escreveram desde o Black Album!!

Atlas, Rise!! Épico, intenso, envolvente, a representar a fase mais progressiva.

ManUNkind e Am I Savage a deixar bem evidente o amor à NWOBHM, com riffs contagiantes e melodias viciantes.

Murder One…é uma homenagem ao nosso Lemmy!! Say no more!!!

Ahhhh já agora, isto daria 40 minutos e 28 segundos…..

Os restantes temas? Pois….restantes….

Mas, o que realmente marca este lançamento é o fato deste álbum estar a promover uma espécie de tréguas entre os diversos fãs da banda, talvez porque quase todas as facetas da banda estão aqui representadas, talvez porque a banda assume o seu lado mais metal, tanto a nível musical, como lírico e até visual (ver o video para o tema ManUNkind, por exemplo), talvez até por uma produção sem grandes experimentalismos, descarada, in your face!!

Talvez uma das icônicas frases do seu primeiro álbum continue e, cada vez mais a fazer sentido: “…We´ll never stop, we’ll never quit…..’cause we´re Metallica”.


[author] [author_image timthumb=’on’]https://www.metalground.com.br/wp-content/uploads/2016/11/carlos-bessa.jpg[/author_image] [author_info]Carlos “Metalbrain” Bessa nasceu, cresceu e morrerá ouvindo metal e seus subgêneros. Carlos é um headbanger angolano, sócio do selo Cube Records, o único selo dedicado ao metal e seus subgêneros em Angola [África], e produtor do festival Rock no Rio Catumbela, considerado um dos maiores festivais dedicados ao rock em território africano.[/author_info] [/author]

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